Chapada Diamantina: O que fazer?

September 16, 2017

 

Foram 3 dias intensos de passeios para aproveitar tudo o que a Agência Cirtur preparou para nós!!

 

Dia 1: Rio Mucugezinho, Poço do Diabo, Gruta da Lapa Doce, Gruta da Pratinha, Gruta Azul e Morro do Pai Inácio

Foi o mais longo e cansativo, mas também nosso preferido.

A primeira parada foi o Poço do Diabo, uma caminhada de 1km (cada trecho), beirando o rio Mucugezinho (que tem a água super preta). É uma caminha relativamente fácil, exceto pela subida na volta.

 

 

A nossa chegada ao Poço do Diabo foi de tirolesa (melhor jeito) – a descida custa R$ 30,00* (Valor pago em set/2017), mas também pode-se descer de rapel (não chegamos ver o preço) ou pela trilha (cheia de escadas e pedras rs). Acho que a nossa opção foi bem válida.

 

A lenda é de que o poço tem esse nome porque na época do garimpo escravos tentaram fugir com diamantes da região e depois de descobertos foram afogados lá.

Nossa segunda parada foi o Morro do Pai Ignácio, o cartão postal da Chapada Diamantina (e a chegada mais esperada). A subida de cerca de 600m (não tão fácil) com algumas paradas para respirar (todo mundo consegue)! Esse local dispensa explicações, seguem algumas fotos:

 

 

Aí também tem uma lenda, por que Pai Ignácio? (esse lugar é cheio de lendas)

Pai Ignácio era um escravo pai de santo de um rico coronel da região. Quando a sinhazinha, filha do Coronel. retornou da Europa onde tinha estudado, se apaixonou por Ignácio, e foi recíproco. Todas as tardes os dois se encontravam no mesmo horário em uma cachoeira, um dia durante um encontro a sinhazinha esquecer sua sombrinha com Ignácio, justamente nesse dia alguém os viu e contou para o coronel. O Coronel enfurecido ordenou que capturassem Ignácio vivo ou morto, esse fugiu e passou um tempo escondido no morro. Um dia Ignácio desceu para caçar e esqueceu sua fogueira acesa em cima do morro, chamando a atenção dos capangas do coronel, que subiram e ficaram escondidos aguardando o retorno de Ignácio. A noite quando Ignácio retorno, foi surpreendido pelos capangas, mas teve a ideia de pular do morro e planar com a sombrinha da sinhazinha que estava com ele. Os capangas pensaram que Ignácio tinha morrido, mas não. Ele ainda aproveitou que a fazenda estava sem segurança, voltou lá, pegou a sinhazinha e fugiram juntos! Daí o nome do morro.

           

Nossa terceira parada foi a gruta Lapa Doce.

A gruta tem cerca de 17km, mas são 850 metros para visitação. É uma descida cansativa até a entrada da gruta e lá todos os visitantes com lanternas ouvem as explicações dos guias super bem preparados. Nos falam sobre as rochas, colunas, estalactites, estalagmites, todas formação geológica do local, que é surpreendente. Fazemos uma parada, apagamos as lanterna e ficamos naquele “silêncio ensurdecedor” do local. A visita total dura cerca de 1:30h. No local existe um restaurante a quilo muito bom, onde almoçamos (tudo incluso no passeio pela Cirtur)

 

A quarta parada foi a Fazenda Pratinha, lá estão Rio Pratinha, Gruta Pratinha e Gruta Azul. Como era feriado estava tudo muito cheio. O pessoal vai para ficar o dia todo. A agência recomenda não fazer isso (no feriado) - afinal... essa é a praia deles ne? Se tiver um tempo a mais na cidade... aí pode desfrutar do dia nesse lugar. No pratinha tem flutuação e tirolesa, standup e caiaque. É a praia da Chapada, com areia, cadeiras, banheiros e lanchonete. 

Terminamos o dia por lá... e acreditem... foi um dia incrível e muito cansativo (mas valeu a pena)

 

Depois, dentro do mesmo lugar, fomos para a Gruta Azul - que é apenas para visitação, não se pode nadar.

 

Dia 2: Poço Encantado e Poço Azul

Nosso segundo dia saímos de Lençóis para o Poço Encantado. São cerca de 150km – 2 horas de viagem.

No poço não é possível nadar, mas a vista é incrível, com uma caminhada leve (apenas um pequeno trecho inicial onde você desde uma escada é um pouco mais difícil - porque é meio fechado e estreito). E demos muita sorte porque o melhor período de visitação é até o dia 10 de setembro (e fomos no dia 09). A partir do dia 11, o feixe de luz já não existe... e só volta em meados de maio (se eu não me engano)

 

 

De lá, fomos para o Poço Azul (um dos passeios mais famosos da Chapada). Foram mais ou menos mais 2 horas de estrada de terra (isso porque o nosso guia era top e conhecia todos os caminhos por dentro). E esse sim!!! Pode nadar!!

Final de semana e feriados costuma ser um pouco cheio e com longas filas (tipo 5 horas), mas a agência (já sabendo de tudo isso) reservou e organizou tudo e quando chegamos, entramos e nadamos.

Tem uma pequena escada para descer antes do poço e são cerca de 20 minutos nadando, na água gelada (24 graus)!

 

Esse passeio acaba mais cedo (por volta as 16h), então retornamos a Lençóis e ainda pudemos tomar um sol no Serrano e aproveitar as caldeiras que tem por lá (bem geladinhas por final). Vale muito a ida para o por do sol. Também é um lugar que o pessoal vai para passar o dia. Optamos por curtir a tarde só.

Dia 3: Parque da Muritiba (Rio Serrano, salão de areias, cachoeirinha, cachoeira da Primavera)

Como tínhamos apenas meio dia, fizemos o passeio do Serrano. Uma caminhada de cerca de 9km (que não tínhamos ideia do tamanho da dificuldade). Primeiro, tivemos que chegar cedo e tentar ser as primeiras nas filas (das cachoeiras, das areias, do topo, etc) - isso foi ótimo porque nosso guia era muito ágil (mas as nossas pernas não estavam tão preparadas para isso rs).

 

 

A primeira parada foi o Serrano (que que conhecíamos do dia anterior), então caminhamos para os Salões de Areia Colorida. São rocha sedimentares enormes que tinham areia de diversas cores. Vale a observação de que o local está se acabando, devido ao pouco controle do turismo lá.

 

Passamos pelo poço Harley e então iniciamos uma subida bem difícil até chegar a Cachoeira Primavera.

Tem uma queda pequena e não tem poço para nadar. E é muito gelado (a Marcella tomou coragem e entrou)

 

A próxima parada foi o mirante, que é realmente incrível.

Mas foi uma boa caminhada para chegar (e que valeu a pena)

  

E por fim, antes de voltar para casa, a cachoeira Saltinho.

Nossa ida faltaram dois pontos bem famosos, a Cachoeira da Fumaça e do Buraco, que ficaram para uma próxima.

 

E, antes de terminar o post, fica um agradecimento especial para a Cirtur (que cuidou de todos os detalhes do nosso roteiro) e para o nosso guia (e fotógrafo) Oswaldo. Uma boa pessoa te acompanhando nesse roteiro faz toda a diferença!!!

#porumavidasemrotina           

 

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