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Um novo recorde: 30 dias dentro de casa!

Eu não sei para você, mas ficar em casa, isolada, sem poder sair ou viajar por 30 dias foi um experimento novo para mim! Deixando de lado aquelas reflexões que aprendemos o quanto somos privilegiados por ter uma casa e morar com a família, para mim foi um recorde de tempo em casa que já passei! Para quem me conhece, sabe que eu não ficava nem 24 horas na minha própria casa. A famosa: rodinha nos pés. Sempre tinha um compromisso, uma festinha, uma viagem ou alguma coisa para cumprir durante o dia.



Eis que chega o COVID19 e me faz voltar de uma viagem (sem ao menos ter começado – estava embarcando para a Nova Zelândia). Claro, voltei para casa decepcionada, mas ainda sem ideia do que estava acontecendo (porque foi questão de 48 horas para o Brasil inteiro entender que o vírus tinha chegado e se alastrado por aqui – Tudo bem que algumas pessoas não entenderam até hoje o que está acontecendo e a gravidade de tudo isso).


Na hora o que pensei: Estou lascada e vou ter que ficar trancada em casa pelos próximos 15 dias (em isolamento pela viagem e depois pela quarentena que certamente seria implementada). E se passaram 30! E posso dizer, que até me surpreendi com essa experiência.



Minha primeira semana: além da frustração de não poder fazer nada (fora de casa), foi o momento da adaptação e de colocar todos os assuntos em dia (até entender um pouco sobre o vírus). Além disso, a primeira coisa que pensei foi em dormir! Colocar aquele sono atrasado de meses em dia (as pessoas hiperativas irão entender a sensação!). Resumindo, não fiz absolutamente nada nessa semana. Encarei como “férias dentro da minha própria casa” (que isso por si só já seria uma experiência interessante porque sempre estou viajando no período de férias e feriados).


Na segunda semana: estava me sentindo uma inútil. Como eu estou passando 24 horas sem produzir nada? Sem fazer um exercício (não que eu faça em dias normais) e só comendo besteira? Essa foi uma semana que queria experimentar de tudo um pouco: me inscrevi em todos os cursos online gratuitos que chegavam no meu e-mail (confesso que ainda estou pendente em começar alguns), ficava de olho em todas as lives que lançavam (seja elas e entrevista, música, notícias), fui atrás de “ginástica online” (achei várias aulas no Youtube), atualizei o blog e muitas outras coisas. Só não podia cozinhar porque ainda estava em “isolamento” devido a última viagem que eu havia feito.


Na terceira semana bateu a famosa “bad”. Além do que eu estava muita cansada de tantos compromissos digitais que eu estava me obrigando a fazer, apenas para me sentir mais produtiva. Foi uma semana esquisita, uma semana com menos otimismo, apenas sobrevivendo e se acostumando com a realidade de ficar em casa por mais tempo. No tempo livre, resolvi praticas meus dotes culinários! E no final da semana começou a temporada das Lives Sertanejas (que eu adoro), me lembrei do Netflix (geralmente não é um vício na minha vida) e me permiti a só fazer isso durante alguns dias (fiquei até com torcicolo de tanto que fiquei deitada). A única coisa que me obrigava era fazer uma caminhada por dia na área aberta do meu prédio por 1 hora (que não tem ninguém e que ainda está permitido descer), só para poder continuar comendo (que é uma das maiores tentações para quem está em casa).


E a quarta semana, junto com a Páscoa, veio uma paz e uma tranquilidade maior. Aquele sentimento de que não tem o que fazer, não sou só eu que estou passando por isso e sim o Planeta todo (cada um na sua fase). E a única coisa que está ao nosso alcance é esperar, não sofrer e viver um dia de cada vez. Agora o plano é não ter planos! Precisamos ser super produtivos durante esse período? Não! Mas também não precisamos nos afogar em nossos lençóis! Então, durante essa semana me propus a fazer uma lista de 5 coisas por dia que eu tinha que fazer (desde a academia, cozinhar ou resolver alguma coisa burocrática que sempre deixamos para depois). Não colocava horário e muito menos metas, apenas uso essa lista para ocupar um pouco o meu dia e conseguir viver uma vida nova adaptada a essa realidade que estamos vivendo. Essa lista tem me ajudado a encontrar um pouco de motivação, a me organizar um pouco para as minhas obrigações e me ajudado a aprender coisas novas (todos os cursos online que me inscrevi, agora comecei a fazer!).



Não tenho ideia quando tudo isso vai acabar, como as coisas irão evoluir e quando poderemos voltar a viajar. Mas uma coisa eu tenho certeza, em 30 dias passamos já por uma experiência que nunca nos permitiríamos viver se estivéssemos vivendo a nossa “vidinha normal” de antes e sairemos dessa muito mais conscientes e evoluídos (e alguns enlouquecidos rs). E o mais importante: sairemos vivos!


Má Romani #porumavidasemrotina

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