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Ano sabático: refletir, viajar, se conhecer e se divertir


Não sei até que ponto todos sabem que desde setembro do ano retrasado (2014) resolvi tirar um tempo para mim (na verdade a empresa que eu trabalhava acabou... e me vi com essa oportunidade na minha mão antes de procurar um novo emprego). Um ano sabático? Sim!! Mas diferente daqueles que todo mundo faz: para dar a volta ao mundo, fazer um curso de especialização ou simplesmente sair do pais e viver uma experiencia diferente (na verdade eu fiz um pouquinho de cada uma dessas coisas).

Na minha vida, aprendi que quando você está em crise, precisando pensar, nem sempre o melhor e você sair da sua “rotina”, do seu lugar e viver coisas diferentes. Não estou dizendo que isso não é bom. É bom e eu adoro! Mas, quando eu preciso pensar... prefiro ficar no meu canto e realmente pensar... e não ocupar meu tempo com coisas mais legais!

Com base em tudo isso criei meu próprio conceito de ano sabático e ele se resumiu em: repensar na minha vida e, principalmente, na minha carreira profissional. Sempre trabalhei em empresas grandes... era considerada pelas minhas amigas a “resolvida”, a que amava o que fazia... a bem sucedida. Não que eu não era... mas com o passar do tempo, as coisas começaram a ficar um pouco confusas... buscava cargos e salários... nem sabia mais o que realmente eu gostava.

Claro que eu aproveitei esse tempo comigo mesmo para viajar. Viajei mais ou menos para 5 lugares diferentes (Peru, Colômbia, Goiânia, Pará, Bermudas, Canadá, NYC, Rio de Janeiro). Mas meu esquema foi bate e volta... porque eu sentia que precisava voltar para o Brasil, testar coisas novas, pensar... e continuar estudando (não parei o MBA que estava fazendo)!

Logo que eu sai do trabalho a minha primeira ideia: arrumar as malas e ir passar 1 ano na Europa (de novo). Quando fiz as contas... vi que a brincadeira do ano sabático ia sair um pouquinho cara... e talvez voltasse com as mesmas duvidas... e com historias para contar. Então, parei, pensei e decidi que ia quebrar esse ano em viagens curtas (ah, eu também estava com uma viagem paga para a Colômbia... além de tudo ia ter que conciliar isso).

Então, pensei em um lugar que sempre quis ir e nunca tive tempo: Machu Pichu. E la fui eu... com uma amiga que estava na mesma situação que eu (“pensando na vida”). E foi a melhor escolha que eu pude fazer. Porque lá, sim, eu consegui pensar, refletir e decidir o que eu queria para os meus próximos meses.

Voltei de lá com uma ideia fixa: vou abrir um negocio. Ok! Perfeito... vida resolvida! Mas negócio do que? Quanto eu quero investir? Quantos anos eu aguento sem nenhum retorno financeiro? Foi ai que pensei que eu precisava fazer coaching e colocar as ideias no papel! (muitas amigas minhas que estavam com essas inquietações foram para o coaching e ja tinham me contado que era um processo de auto-ajuda/organização). Para a minha sorte, conheci a minha coach (a Kelly), que foi muito importante para mim nesse momento da minha vida: me ajudou a organizar todas as 1.000.000.000 ideias que eu tinha na minha cabeça e a tracar metas.

Nesse meio tempo do coach, fui para a Colômbia com 2 amigas... ferias! Hahaha o que foi ótimo também... porque entendi o quanto ferias/tempo livre e importante na minha vida (na vida de todo mundo), independente se você eer CLT ou autônomo!

No final do coaching... já era ano novo. E mais uma viagem... só para não perder a tradição. Dessa vez foi o Pará – 10 dias!

Quando voltei, estava 80% decidida do que eu queria para a minha vida... e era hora de voltar para o mercado (não era mais abrir um negócio). Quer dizer, essa coisa de empreendedorismo é um capítulo a parte na minha vida. Porque percebi que para ter um negócio é preciso de muito amadurecimento (e dinheiro). Talvez não seja a melhor hora para mim. Mas, de qualquer maneira nada me impede em fazer projetos pessoais em paralelo com um “emprego normal” (tipo esse blog). Quando você trabalha em paralelo... você não tem a obrigação e nem a ansiedade pelo resultado... e e assim, aos poucos, que as coisas vão dando certo.

Enfim, voltei a procurar um emprego... porém, com todas as metas e estratégias que eu tinha feito durante o coaching... até que surgiu uma oportunidade única: VIAJAR!

Era casamento de um primo meu que mora nos EUA há muitos anos... e em Bermudas! E claro que eu fui... e “pausei” meus planos aqui no Brasil. E aproveitei e emendei 2 meses no Canada em um curso que eu queria fazer. E assim fiquei por la... pensei em ficar mais tempo? Sim. Mas de novo... analisei todo o cenário e revi minhas metas traçadas... e não fazia sentido! Eu tinha que voltar e alcançar os 99% de certeza do que queria para os próximos anos.

Foi fácil? Claro que não. Mas acho que esse meu jeito diferente de fazer do meu ano sabático um ano de reflexão, conhecimento e diversão deu certo para mim (e cada um tem que achar um jeito de fazer a própria historia)!!

#porumavidasemrotina


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