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Bonjour Marrakesh: mais uma aventura pela África!


Continuando no continente africano, vamos falar um pouco de uma experiência que tivemos no Marrocos (enquanto vivíamos na Espanha).

Era dezembro, e já estávamos cansadas de viajar pela Europa… E basicamente, escolhíamos o próximo destino de acordo com as tarifas Ryanair (para quem não sabe, é uma companhia low-cost da Europa). E aí, em uma dessas buscas encontramos: Madrid – Marrakesh: 10 Euros (basicamente pagamos apenas a taxa de embarque)!!!

Porque não ir?? Mas tínhamos um problema: tem alguns países que é perigoso ir sem acompanhantes homens (por mais que a Agnes nunca seguiu muita essas recomendações, eu sou muito medrosa e disse que não iria sem nenhum homem).

Começamos a prospectar os meninos que moravam na mesma cidade que a gente e 2 aceitaram (um brasileiro e um mexicano). Então já começamos a ver o roteiro e onde ficaríamos.

DICAS:

  1. Vá em um grupo (e com homens)

  2. Cuidado com as roupas da bagagem – tivemos que andar todos os dias de calça e camiseta

  3. Se está procurando balada e bebida… esquece!!! É quase um retiro espiritual.

  4. Ande de charrete (com cavalos) – mas negocie o preço!!

  5. Lembre-se na hora das compras: negocie… o preço do vendedor é o dobro de seu valor real.

  6. Tome o suco de laranja

  7. Língua falada: eles entendem quase tudo… Até Português eles arriscam de vez em quando, sério! Mas a língua mais utilizada para os turistas é o Francês!

Bom, voltando ao nosso planejamento da viagem… Mais uma vez, a minha amiga aventureira (Agnes) ficou responsável em achar um hostel/pousada porque ela disse que queria ficar dentro dos muros da cidade (não sei ao certo como se chama isso, mas lá em Marrakesh tem uma parte dentro desses muros e outra parte fora)… e que seria uma experiência incrível. Fora a ideia maluca que ela queria emendar o feriado que íamos ter na Espanha para fazer as praias do Marrocos de ônibus, mas conseguimos convencê-la de não fazer isso (quando chegamos lá e ela viu a rodoviária de Marrakesh, ela nos agradeceu de não ter aceitado a proposta inicial dela – as pessoas levam até galinha com elas – imagina o cheio do busão!!)Chegou o dia de viagem… e lá fomos nós: saímos de Pamplona a noite e chegamos no aeroporto de madrugada (por volta da meia noite), mas o nosso voo era só as 6am (ou seja, dormimos por lá mesmo – o que é muito comum nos aeroportos da Europa quando os voos saem muito cedo) – E o medo de perder o voo ne? Colocamos todos os despertadores para tocar e conseguimos acordar a tempo.

De Madrid a Marrakesh são mais ou menos 2 horas de voo (é realmente muito perto) e chegamos bem cedo. Pegamos um taxi e fomos ao “hotel”. Entramos na pelos muros antigos da cidade, e de repente o taxi parou na frente de uma porta e disse: “É aqui”. Saímos do carro e mandamos um dos meninos entrar no lugar antes de nós (diz ele que estava bem escuro e saiu um cara do nada com uma faca – guardada – perguntando o que ele queria. Mas, por incrível que pareça, era o lugar mesmo que íamos ficar). Eu e a Agnes entramos super simpáticas falando “Bonjour” e o cara nem olhou na nossa cara – aí lembramos que estávamos no Marrocos, e lá mulheres não têm muita moral.

Como chegamos cedo demais, o quarto não estava pronto e levaram a gente para o café da manha – na laje. Serviram um café esquisitíssimo e um pão com mosca. A Agnes se divertia com essa parte cultural muito diferente… eu já era mais fresca… e ficava bicando as comidas sem muita certeza do que eu queria. Depois fomos ao nosso quarto… e foi nesse momento que nos sentimos na novela “O Clone”. E tudo lá em Marrakesh parecia coisa de novela.

Deixamos as malas e resolvemos sair para conhecer a cidade. Nem colocamos o pé para fora e quase fomos atropelados por uma moto. No centro da cidade não tem rua, não tem regra, é gente a pé, moto, burro… E quando percebem que você é turista, ferrou!!! Começamos a andar e pedir informação… e cada pessoa falava uma coisa (é para a direita, para a esquerda, pra frente, sei la o que). Nem preciso dizer que rolou uma mal humor (e ainda tínhamos 3 dias). Finalmente conseguimos chegar no caminho que levava para a praça central. E esse caminho era o máximo, passava por varias lojinhas (tipo feirinha de praia), com muitas joias, artesanatos, bolsas (eu e a Agnes ficamos enlouquecidas com tanta coisa). Ah… e eles ficam muito bravos se você compra alguma coisa de primeira, sem negociar nada, é quase um desrespeito (essa parte eu adorei!!)

Enfim chegamos a Jemaa El-Fna, a praça central (já cheia de compras) e fomos conhecer o famoso suco de laranja (que custava 0.50) – nem preciso dizer que foi parada obrigatória para todos os outros dias ne? Sem contar as inúmeras barracas vendendo frutas secas, doces árabes… Ah… e também a gente não podia olhar para ninguém… Porque se você olha para uma pessoa que está fazendo a cobra dançar, tem que pagar. kkkkkkkkk

Fomos à Mesquita, mas obviamente não pudemos entrar (e ficamos chateados com isso rs), andamos por toda região central, entramos em um tipo de um cemitério, as ruínas de um palácio, até chegarmos ao “Gran Marche”, e verdadeiro Mercado Central com milhares de barraquinhas, um sonho!

Para os próximos dias, os meninos queriam fazer o passeio do deserto, mas eu e a Agnes estávamos com um pouco de medo… e não queríamos ficar sem tomar banho por uns 2 dias… (acho que se fosse hoje, eu iria fácil rs). E um dos meninos queria de qualquer jeito ver um camelo. Então fomos numa “agência de viagens” perguntar se existia algum passeio com camelo e que não precisasse dormir no deserto e assim fechamos o passeio do dia seguinte.

Depois desse primeiro dia longo… Queriamos voltar ao nosso “hotel” o mais rápido possível. Mas quem disse que lembrávamos o caminho? E mais uma vez, começamos a perguntar para as pessoas na “rua” como chegar. Já estava escuro e não tínhamos ideia de como chegaríamos lá. Até que um menino (de mais ou menos 6 anos) viu que estávamos perdidos e nos ofereceu uma “carona guiada”. Já que estávamos perdidos, cansados e mal humorado, aceitamos a ajuda (mas sem entender muito… com um pouco de medo… e sem saber quanto isso ia nos custar). E não é o que o menino levou a gente para o lugar certo… e no final, demos umas moedinhas que sobrou durante o dia e ele ficou super contente (isso que eu diria de choque de cultura… e o quanto nós brasileiros somos desconfiados da bondade alheia… imagina se fosse aqui no Brasil alguém dizendo que ia te levar para o hotel, bastava você seguir?? Eu não iria!!! Hahaha). Ah, detalhe… nos outros dias descobrimos que era muito mais rápido chegar no hotel por fora dos muros. Era só dar a volta na muralha e entrar na “porta dos fundos” (aí a nossa vida mudou!!!! Mas também, passar por aquelas vielas… ser quase atropelada por motos ou burros, já estava sendo parte da nossa diversão)

Acordamos as 5am, com o som da reza da Mesquita e lá fomos nós em direção a Kasbah, paisagens incríveis… fomos às ruínas super famosas, onde a Jade e o Lucas se encontravam na novela “O Clone” e até chegamos num lugar quase desértico… mas, para a nossa tristeza, a mulher enganou a gente… não tinha camelo no passeio (o melhor foi a gente perguntando ao guia qual era a hora do camelo… ele quase riu da nossa cara). Ficamos no vilarejo de Kasbah, almoçamos, fizemos compras e no final do dia retornamos à Marrakesh.

Em nosso último dia, retornamos à Jemaa El-Fna, fizemos mais compras, e fomos ao Jardim Majorelle, um famoso jardim botânico particular, maravilhoso!!!! Para voltar ao centro alugamos uma carruagem!!!

No geral, Marrocos foi umas das nossas experiências mais incríveis durante o nosso ano na Europa, pela cultura completamente diferente, a experiência e o primeiro país que conhecemos na África e o primeiro país mulçumano que visitamos. Ah… e não fomos trocadas por camelos!!!

#porumavidasemrotina


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