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Onde tudo começou: Pamplona


Antes de começar a nossa historia, achamos interessante compartilhar algumas vantagens de fazer intercâmbio em uma cidade pequena:

– O custo de vida é mais barato que em grandes cidades

– Poucos brasileiros se interessam (correrá menos risco de só falar em Português)

– Não gasta mais de 30 minutos para chegar aos compromissos, aulas, festas e casa dos amigos

– Geralmente são cidades universitárias (muitas pessoas da mesma idade e muitas festas de graça!!!)

Quando pensamos em intercâmbio… pensamos em cidades grandes… cheia de atrações… e não em uma cidade com 80 mil habitantes e no meio dos Pirineus não é? Mais ou menos… eu e a Agnes não pensamos também… mas foi em Pamplona (a capital dos países bascos) que fomos parar. Pamplona é uma cidade pequena… mas com muita variedade de pessoas (desde de gente normal a separatistas fanáticos que brigavam conosco quando falávamos que vivíamos na “Espanha” – não… estávamos no “País Basco”!).

Como toda clássica cidade européia, tem o “casco viejo” (com vielinhas, bares e tabernas), a Plaza de Toros… 2 universidades (pública e privada).A língua da regiao é o Euskera, uma língua louca cheia de xxwzyy… e a bebida famosa o Kalymotzo (vinho com Coca… nem imagine a cor que vc vomita!!!). A cidade é famosa por causa da festa de San Fermin, aquele festival em junho que soltam os toros pra correr atrás do povo na rua (infelizmente ficamos na cidade em outra temporada e não participamos da festa, mas um dia voltaremos com certeza para conhecer a festa mais famosa de Pamplona!!!).

Não podemos reclamar dessa experiência que tivemos… Cidade boa (pena que nevava muito no inverno), fácil de se locomover, vários bares e nossas amadas baladinhas: Negro Zumbon, Los Portales (que sempre odiei, mas não perdia uma quinta-feira sequer), Marengo (a minha preferida), Boca a Boca, Vai y Ven… A grande irritação era a hora que essas festas começavam: chegávamos as 2 da manhã e só tinha a gente na balada (e olha que no Brasil estávamos bem acostumadas a começar tarde). E sempre na saída, sentíamos falta daquele MC ou Subway 24h para comer alguma coisa pós balada (lá não tinha nada aberto a partir das 10pm). Eu era preguiçosa, chegava em casa e dormia (até esquecia da fome). Mas a Agnes… sempre tinha que comer alguma coisa na casa dela. Até que um belo dia, em plena madrugada, ela resolveu colocar uma mini pizza no forno e… dormiu (é obvio né?!). A pizza carbonizou, o calor derreteu partes do fogão, e quase incendiou o apartamento… nem preciso contar a bronca que ela levou das roomates espanholas dela ne? Hahahaha

Pamplona também era muito legal porque ficava entre a Espanha e a França… e tinha muitas cidades legais e praias para visitar que não chegavam nem a 1 hora de distância da nossa casa. No primeiro final de semana, aproveitando os últimos dias de Sol que ainda tínhamos, juntamos todos os intercambistas para um bate e volta a San Sebastián (praia). A cidade é bem bonitinha, com o centro antigo, algumas paisagens bens legais para fotos. A praia é bem estilo europeu (areia escura, nada de barraquinhas, o povo farofando e muito topless). E, como toda cidade da Espanha, a opção mais famosa de comida eram as tapas (aquelas entradinhas típicas) e San Sebastián não era diferente. Na hora do almoço, entramos no restaurante, olhamos, olhamos… e nenhuma de nós duas comíamos peixes ou frutos do mar… e o restaurante que todo mundo escolheu era especializado em “Tapas com frutos do mar”. Então, eu e a Agnes fomos embora em busca de outro lugar para comer… e claro que não achamos nada que nos agradasse. Solução: passamos em uma padaria, compramos pão, presunto e queijo, montamos sanduíches e sentamos na sarjeta para fazer a refeição! Vocês nem imaginam a cara das pessoas que passavam.

No final do dia voltamos a Pamplona… porque na 2ª feira começavam as aulas… e tínhamos que nos preparar psicologicamente para escolher as matérias e começar uma nova vida (mal sabíamos que viver nesse fim de mundo seria muito mais agitado e divertido do que imaginávamos!)

#porumavidasemrotina


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